Pegou a mochila, escolheu as camisetas mais legais, juntou dois pares de tênis, protetor solar, havaianas pretas. Colocou tudo dentro junto com o óculos de mergulho que ganhou da avó, a bola de futebol americano e o canivete que sempre o acompanhava, ainda mais quando tomava o rumo do desconhecido. Ficou pronto para esperar o tio e ir para o tal camping. "Camping", só a palavra já intrigava. As 5 horas de viagem passaram mais rápido do que 5 minutos, pois ele e o primo iam brincando, cantando e se distraindo com toda a informação que entrava pela janela do carro. Chegaram. Tudo era igual ao que estava no panfletinho que o tio tinha mostrado. Muito verde, campo de futebol, piscina, a praia perto e várias crianças com diferentes sotaques para ajudar a tirar o máximo de proveito desse monte coisas legais.
Ficou feliz até o exato momento que ouviu uma conversa. O tio falava pra tia: "temos que mandar ele embora. amanhã?" e ela concordava balançando a cabeça. O ônibus o levaria de volta, numa sexta-feira que fecharia a primeira das duas semanas de acampamento. Tentou entender o que estava acontecendo, mas os 13 anos só conseguiram explicar que o tio havia se arrependido, por algum motivo, do convite. Dinheiro provavalmente, mas qualquer quantia seria pouca diante do valor da presença dele ali. Meu tio não gosta mais de mim - sentenciou. Em uma fração de segundo pensou em convidar o desalmado para uma partidinha amistosa de futebol americano, onde o acertaria disfarçadamente, até sair sangue e cessar a respiração. Ou um mergulho para apreciarem o fundo do mar, onde despretensiosamente entregaria um cilindro de oxigênio sem quantidade suficiente para retornar a superfície. E se pegasse o canivete, quieto como a noite, colocando calmamente o tio para dormir pra sempre dentro da barraca laranja. Foi embora assim, se sentindo um uma compra por impulso voltando para o balcão de devoluções.
Ali nascia um assassino, filho do próprio tio.
:]
Lotação: 6 leitores em pé e 4 sentados
31.3.09
30.3.09
27.3.09
18.3.09
16.3.09
13.3.09
Sólidi Esteite
Abre todo o Office em 0,5 segundos. Abre 53 programas em menos de 20 segundos. Ripa um DVD em menos de 1 segundo. Além disso, dá pra fazer tudo pulando com os HDs em um trampolim elástico. No brinquedo, tem 6TB de discos solid state com 2GB/s de transferência, 8 cores [2*quad] e mais outras insanidades que todo o nerd gostaria de ter.
:]
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Bits
11.3.09
10.3.09
I liked watching the Watchmen

Toda aquela expectativa que levei pro cinema foi absolutamente confirmada, de longe o melhor filme de quadrinhos que já vi. Os Watchmen são heróis, mas não super-heróis. Com exceção do Dr. Manhattan, os outros não tem superpoderes. E existem pessoas por trás das máscaras, o que normalmente esse tipo de filme trata mais superficialmente, tirando um pouco da inteligência da diversão. Fica tudo certinho demais. Uma realidade pasteurizada. Aqui o cara leva um soco e sangra. Bebe e transa loucamente. Aliás, o erotismo corre solto nas 2h40 de duração. Todos tem uma personalidade que é explorada na medida certa e com um time de atores que assumem muito bem as personagens. Rorschach é o melhor de todos, sem dúvida. Autor da melhor frase do filme: I'm not locked in here with you! You're locked in here with ME! Dita num contexto excelente, que obviamente não revelarei, sob pena de me xingarem de spoiler. Essa parte dramática é muito bem equilibrada com o acréscimo de CGI de primeira linha. O filme é bonito por dentro e por fora. Pelo que pude constatar com amigos, uma vez que não li muita coisa dos gibis [lerei fortemente assim que puder], tem bastante fidelidade. A trilha sonora clássica também é digna de elogios, mesmo que o Muse, que tava no trailler, tenha ficado só no trailler. Se você está pensando em levar seu filho, seja ele criança ou adolescente, melhor esquecer. Este é realmente um filme pra adultos maiores de 18 anos, extremamente violento.
Vi, gostei e fiquei até o final dos créditos, infindáveis como todo o filme que tem efeitos especiais. Inútil, pois não tinha nenhuma cena escondida.
9.3.09
8.3.09
6.3.09
Fat The Boy Brighton Slim Port Authority
Ele e uma galera furiosa se juntaram pra fazer um som massa que vale a pena escutar. Nos related do youtube ou no site deles tem mais coisa.
:]
4.3.09
3.3.09
Celso Juarez Roth, volta pro Al Qadsia
- Celso Roth joga par ou ímpar com o espelho e perde. PEDINDO PAR!
- O novo PES 2010 terá um novo modo: Very Hard, Hard, Médium, Easy, Very Easy, Amateur e Celso Roth Mode
- Os criadores de PES e Winning Eleven não colocam técnicos nos jogos porque teriam que fazer Celso Roth, e o atributo "mentality" só vai até o 1
- O maior feito na carreira de um jogador de futebol não é fazer 1000 gols. É ganhar um título com o Celso Roth no comando do time
- Se Celso Roth ainda não fez merda, é porque ele ainda não definiu a escalação
- Celso Roth não ganha a partida nem quando o outro time está com 6 jogadores em campo
- Roth jogou roleta russa com um revólver completamente descarregado e perdeu
- Se o Roth tem 1000 reais na carteira e você tem 5 reais, você tem mais dinheiro que o Roth
- Roth perdeu o "Chuck Norris game"
- Celso Roth perde mesmo quando faz Royal Flush
- Roth jogou jogo da velha consigo mesmo e perdeu
- Em Shrek, o papel do burro caberia inicialmente ao Celso Roth. Mas o IBAMA protestou, alegando que era uma ofensa aos burros.
- Celso Roth tem QI negativo
- Os jedis podem controlar a mente de Celso Roth
- Se você acertar em algo um dia, fique tranqüilo, você obviamente não é Celso Roth
- Celso Roth perdeu a virgindade depois do filho
- Se você procurar no google por "Celso Roth ganha um título", nenhum resultado será encontrado, por motivos óbvios.
- Celso Roth leva 90 minutos pra passar uma hora
- A famosa frase de Einstein "Apenas uma coisa eu tenho certeza que é ilimitada: a ignorância humana" foi dita depois que ele conheceu Celso Roth
- Roth perdeu para ele próprio jogando Football Manager
- Celso Roth faz uma cebola chorar
- Deus ora para que Celso Roth fique inteligente.
- Celso Roth foi reprovado num vestibular onde apenas ele participou.
- Dizem que a ilha de "Lost" na verdade é o cérebro de Celso Roth
- Quando Celso Roth nasceu, o doutor em vez de dar um tapa nele, deu no pai dele
- Quando Saddam Hussein estava para ser morto ele poderia escolher entre ser enforcado ou ver Celso Roth treinando seu time. Ele preferiu a primeira opção.
- Roth não é politicamente correto. Ele nunca está correto. NUNCA
- Nos tempos de ditadura no Brasil as pessoas escolhiam se preferiam ser afogadas e levar choque, ou ver Celso Roth treinando o seu time.
- Celso Roth já teve outras carreiras além de treinador. Em 1929, ele trabalhava na Bolsa de Valores.
- Quando Celso Roth lê um livro, o livro fica burro
- Para cada burrice cometida no mundo, Celso Roth comete mais oito
- O diabo criou o inferno porque não suportava mais o Celso Roth
- Conte até dez... Esse é o tempo que Roth demora pra fazer merda. 42 vezes.
- O tamagochi do Celso Roth já veio morto.
- Quando pensou que estava errado, Celso Roth acertou pela primeira vez na vida.
- Outras carreiras de Celso Roth? Ele já dirigiu um barco chamado titanic, e recentemente pensou em mudar de profissão, ao tentar ser piloto de avião da TAM
- Celso Roth inventou a palavra "burrice"
- Mandar o Roth pro inferno não adianta nada, muito pelo contrário, pois você compra uma briga feia com o diabo.
- Na bandeira do Brasil, as bolinhas vermelhas significam o número de vezes que Celso Roth ganhou um título
- Celso Roth só possui membros inferiores, afinal, ele nunca é superior em nada
- Sorte de hoje: Você não é Celso Roth
- Se parece com galinha, cheira como galinha e tem gosto de galinha, Celso Roth diz que é um bife
- Celso Roth não tem reflexo no espelho. O reflexo tem vergonha de aparecer
- O cúmulo da burrice não é Celso Roth. E sim contratar ele para o seu time
- O teclado de Celso Roth não tem a tecla "Ctrl". Ele nunca está no controle!
- Como disse o presidente americano Roosevelt: "Não temos nada a temer a não ser o próprio medo. E Celso Roth treinar o nosso time."
- O estádio dos Aflitos tem esse nome desde que Celso Roth decidiu treinar o Náutico
- Dunga decidiu ser treinador quando Celso Roth disse que ele tinha potencial
- Quando Celso Roth fuma maconha, o baseado fica doidão
- Jogando Counter Strike, Celso Roth morreu com um Flash Bang
2.3.09
27.2.09
Quem desdenha quer comprar
Não gostava de cachorros. Era simplesmente impossível dividir o mesmo teto com uma bola de pelos quadrúpede e que ainda por cima babava. Nunca teve nenhum animal desses caninos sob o seu teto. Mas teve uma filha. Um ano depois, outra. Duas gurias inteligentes e lindas, orgulho de qualquer pai.
Num dia qualquer, ambas reclamaram o direito à posse de uma dessas criaturas desprezíveis. Gelou. E negou, peremptoriamente. Ainda se deu o trabalho de pesquisar diversas fontes para, com propriedade, justificar sua decisão. Nenhum pai gosta de ser rotulado como autoritário, ainda mais pelas filhas menores de 10 anos. Piorou, sua mulher engrossou a lista que colocaria o bicho confortavelmente instalado na democracia de sua casa. Pouco tempo depois da maioria simples, um poodle minitoy passeava no seu carro, ofegante, em direção ao apartamento da família. A situação ficou caótica para um e divertida para outros 3. Espalhados pela casa se viam pelos, mijo, merda, tudo misturado com leite e ração. Ambiente super perfumado. Do hall ao banheiro, tudo lembrava diariamente o dono da casa da existência do cusco.
O aumento dos gastos da família já era sua preocupação de longa data e agora, pra piorar, mais uma boca pra alimentar. O ódio se instalava no seu coração. Tentou por um par de meses dificultar a permanência do animal na casa, se recusando a entrar no revezamento para levar o bicho pra passear e nunca repondo a comida nem a água. Por ele, quanto mais cedo o cusco esticassse as quatro canelas, melhor. Mas, ao contrário do seu desejo, ele crescia. Aos 3 meses já era o maior minitoy do mundo. Comeu sapatos, mordeu o sofá e insistiu em namorar com a perna esquerda do "dono".
Estranhamente, essa vontade - de ele lá e eu aqui - nunca foi mais forte do que seu riso interno, ato que denunciava a diversão que as aprontadas do bicho lhe proporcionavam. Numa tarde, passeando com ele - sim, já havia se rendido ao tal revezamento - contou tudo isso para um vizinho, que surpreso, disparou:
- Se cresceu tanto assim e vive te incomodando, por que não devolves ou reclama onde comprou?
- Devolver? Nunca! Agora já me apeguei.
E foi em frente com seu fiel amigo peludo.
:)
Num dia qualquer, ambas reclamaram o direito à posse de uma dessas criaturas desprezíveis. Gelou. E negou, peremptoriamente. Ainda se deu o trabalho de pesquisar diversas fontes para, com propriedade, justificar sua decisão. Nenhum pai gosta de ser rotulado como autoritário, ainda mais pelas filhas menores de 10 anos. Piorou, sua mulher engrossou a lista que colocaria o bicho confortavelmente instalado na democracia de sua casa. Pouco tempo depois da maioria simples, um poodle minitoy passeava no seu carro, ofegante, em direção ao apartamento da família. A situação ficou caótica para um e divertida para outros 3. Espalhados pela casa se viam pelos, mijo, merda, tudo misturado com leite e ração. Ambiente super perfumado. Do hall ao banheiro, tudo lembrava diariamente o dono da casa da existência do cusco.
O aumento dos gastos da família já era sua preocupação de longa data e agora, pra piorar, mais uma boca pra alimentar. O ódio se instalava no seu coração. Tentou por um par de meses dificultar a permanência do animal na casa, se recusando a entrar no revezamento para levar o bicho pra passear e nunca repondo a comida nem a água. Por ele, quanto mais cedo o cusco esticassse as quatro canelas, melhor. Mas, ao contrário do seu desejo, ele crescia. Aos 3 meses já era o maior minitoy do mundo. Comeu sapatos, mordeu o sofá e insistiu em namorar com a perna esquerda do "dono".
Estranhamente, essa vontade - de ele lá e eu aqui - nunca foi mais forte do que seu riso interno, ato que denunciava a diversão que as aprontadas do bicho lhe proporcionavam. Numa tarde, passeando com ele - sim, já havia se rendido ao tal revezamento - contou tudo isso para um vizinho, que surpreso, disparou:
- Se cresceu tanto assim e vive te incomodando, por que não devolves ou reclama onde comprou?
- Devolver? Nunca! Agora já me apeguei.
E foi em frente com seu fiel amigo peludo.
:)
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Chimarrão
26.2.09
21.2.09
18.2.09
Grêmio 3 x 0 Brasil PE
16.2.09
Programa Duplo

Desde o velho Ladyhawke que eu não via uma história de amor tão genial como essa. Um casal onde ela vai e ele volta, tendo no meio do caminho um pouco tempo para realmente ser um casal. Mesmo sendo um clichezão derivado daquela máxima "a vida é o resultado das nossas escolhas", é bem executado. E nada melhor que um clichê desses pra nos mostrar como ela é realmente o resultado das nossas escolhas. Brad Pitt está muito bem novamente, como um cara que nasce velho e passa o resto da vida rejuvenescendo. Na contramão temos Cate Blanchett, que conhece o tal Benjamin ainda menina, e juntos tentam entender o que está acontecendo. O longa e bem longo, são 165 minutos de ele vindo e ela indo. Mas realmente, num amor como o deles, não tem como apressar as coisas sem comprometer a veracidade da história. Cada detalhe é necessário e muito bem usado pra dar vida ao sentimento dos dois.

Gostei, mas achei chato. Como não sou masoquista, explico. Como todo filme baseado em fatos reais, tem a obrigação e a necessidade de manter o espectador, que já sabe o que vai acontecer, atento. Ou tenso. Ou qualquer coisa que tire o sono da pessoa. Operação Valquíria faz isso, mas demora demais, abandonando o vivente numa narrativa morna de quase meio filme. Quando o bicho começou a pegar, depois do atentado contra o Führer, eu já tava piscando grosso e me chateando cada vez que o olho de vidro do protagonista se mexia na tela. Depois desse momento que o filme se torna bem interessante, a tensão aparece e o moço da cientologia começa a suar frio e, junto com o resto do "time", fica com o cu na mão.
:]
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